segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Admiração


Admiração


Admiro-a de forma instantânea

Sem palavras, sem sentimentos

Uma admiração modesta

Que expressa...


Sem prosa já encantava

E despertava poesia

A distância antes separava

O que agora não é mais melancolia.


Admiro-a sem pestanejar

Uma graça ou um defeito

Tudo que é explorado nela

Recheiam-me os versos.


Uma noite há de vir

Encontrar-me em meus sonhos

Minhas pestanas fecharão

Para minha menina

Brincar de paixão.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sentir saudades


Sentir saudades


Manhã de quarta-feira

E a certeza de que não a verei

Com seu ar apaixonado e juvenil

Estonteante e envolvente.


A imagem guardada

É uma forma de lembrar

Recordar de alguém que estimo

Que agora está no plano poético.


O esquecimento seria inevitável,

Mas é a única musa que sobrevive

Com características reais e imagéticas

No meu mundo cibernético.


Sentir saudades eu sinto

Não me custa admitir,

Mulher que meus olhos admiram

No meu coração não se findam.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Bem-vindo 2011


Poema da virada 2010/2011


Mais um ano se vai

E já me deixa com saudades

2010 foi um período de libertação

Referentes ao meu coração.


O mar me conheceu

São Paulo me descobriu

Amizades foram fortalecidas

Pessoas que eu odiava

Tornaram-se queridas.


Um pé na bunda mudou minha vida,

Mas a cabeça não se transformou

InterUnesp foi um divisor de águas

Mostrou-me minha capacidade

De amar e curtir

Sem se preocupar em me ferir.


Festas e bebidas

Fotos que comprometeram

A imagem que construí,

Momentos inesquecíveis

Com pessoas especiais

Relações que marcaram

Enraizaram em mim.


Uma princesa nasceu

E deu seu sorriso para o mundo,

Inspirações me ocorreram,

Com A, com R e M

Musas de corredores

De sorrisos, de pernas e outros...


Não consigo contabilizar

Os momentos que me marcaram

2010 foi e será um ano especial

Em que Ela me deixou por outra

E curti a vida sem me preocupar

A saudade ainda bate

Nesses momentos fico emotiva

Penso n’Ela e nos amigos...


Ano de ilusões

De derrotas

De aprendizados

Ano como os outros...

Ano que está registrado

Nas páginas sensíveis de um diário

Diário de uma poeta...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Em busca do espírito natalino



Neste Natal, meu querido bom velhinho, não tenho nada a lhe pedir, papai e mamãe já me deram presentes, só desejo uma coisinha: não leve agora meus avozinhos.

Gostaria que nesta data meu coração se alegrasse de verdade, queria que o espírito natalino tomasse conta de mim, estou tão descrente do mundo....
Não sei qual a minha religião, minha mãe é espírita e minha educação foi católica. Não me vejo na igreja rezando e escutando sermões referentes à minha sexualidade.
De todos esses anos é a primeira vez que vejo a árvore de Natal bem enfeitada, este era o meu papel antes de ir embora...

Meu Senhor, neste Natal farei a Ceia com todo o entusiasmo que me for preciso, não deixe que eu me estresse por coisas supérfluas, que não brigue com minha mãe como todos os anos... como sempre...
Eu quero estar feliz e não pensar nas tristezas que me abalaram, quero-me encher de graça e distribuir bom humor para todos.


ELE veio para nos salvar, espero que minha alma esteja pronta, o pecado mora em mim, sei que bom não será o meu fim...
Noite Feliz
Almas flutuam
Rogam por um Ele
Que creem!

Comida farta
Numa mesa de ilusões
Pessoas se odeiam
Reunidas
Ao menos uma vez
Em suas vidas.

Noite Feliz
Cartão de crédito no limite
É o preço de uma data consumista
Master, Visa ou à vista!

Feliz Natal a todos^^.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Nas águas do Rio Tietê...



"Dentro do Rio Tietê paro para pensar em algo que me entorpece. Paisagens, árvores com seus brilhos esverdeados..."

"Onde, quando foi a última vez que essas águas sentiram meu corpo trepidar? Qual foi o momento?"

Não, não é Fernanda que se descobre nessas águas... as lembranças vem à tona quando pisa na grama rala, na terra seca e quente do sol. As imagens passam por seus olhos, a faz mergulhar num passado não muito distante... instantes que foram conservados, esquecidos para não causar qualquer sofrimento.

Dentro de suas águas conchas são encontradas... outras lembranças deixam um coração um pouco incerto.
No passado...
"Essa concha aberta simboliza suas asas, lembrei de ti."
Ela guardava entre suas peculiaridades aquele objeto extremamente significativo. O que dela restou? O pó entre as moedas, pedaços jogados fora.
Essas conchas de hoje são mostras de um presente influenciado pelo passado, muitas asas cresceram dos meus braços, tomei a liberdade de soltá-las... E o que agora me resta? Lembranças... asas muito largas que ainda sobrevoam a existência... a sua...

Ao entrar no Rio
Não esperava encontrar-te
Esperava-me decidir
Quem sou eu
E o que quero de mim.

Nas águas do Tietê
Ponho-me a refletir
Outras vidas virão
Sobrevoarei o passado
Mas...

Fernanda confunde-se... asas são cortadas bruscamente, assim como a imagem criada... sem nexos, sem ligações...
A pérola não se encontra no interior das conchas, elas estão ocas... vazias de tudo... da consciência...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vanguardas latino-americanas


Vanguardas Latino-americanas



Como Borges,

Márquez e Carpentier

Descreveria esse ser?



A testemunha confirma

Relata em sua escrita

O sentimento de um povo

En la literatura de testimonio.



El llano no está em llamas

Como disse Juan Rulfo,

Hay un poco de surrealismo

En la belleza de esta mujer,

Posiblemente Girondo confirmaría

Esta visión sencilla.



Creacionismo e Ultraísmo

São movimentos que expressam

A essência do humano?

Esteticamente observo-te

E reflito:

Os movimentos que eu sigo

São reflexos do Romantismo.



Aprofundo minha poética

Assim como fez Vallejo

Nela há o EU que não é o lírico

O EU que sou eu

Que não é Altazor...

Recria-se no disperso.



Borges talvez diria

Insira as metáforas e metafísica

Para falar dessa musa

Que agora me inspira.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Acróstico


Acróstico



Risco no papel a imagem
Ocasionalmente despertada
Sensivelmente elaborada
Esteticamente precisa
Levemente rebuscada
Y ella se forma: la inspiración.

Sorriso de abre
Com a mulher que passa
O coração palpita
De modo incontrolável,
Espero ela agir
Levantar-se e sorrir
Expressar-se
Rejeitar-me e partir.