Blog composto de textos, versos e poemas de minha autoria, fruto de um amor sem fim...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Aurora Perfilada
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Tremulando reflexões
As mãos trêmulas. Sempre trêmulas. Por que não exprime por meio de lágrimas suas angústias? O coração duro. A rocha intacta. Quem és tu?
Medo. Teme o suspiro do vento. Teme a voz indagadora dos sentidos desconexos. Por que não assume sua fraqueza?
Noite em claro. Dormirá sozinha como outras noites antes da minha chegada. Criança. O pega-pega a pegou de jeito, o jogo tornou-se sério e verdadeiro.
O verbo. Conjugou sem medidas, não se arrepende, mas sofre... Eis a prova da vida.
Bailaste a dança
Mais insegura que conhecia
Se sofre agora, agradeça
Há alguém que te estima.
Mulher. És tão confusa e imprevisível, não crie esperanças nem alimente algo que não frutifica.
Ela não tem ninguém e jamais terá, eis a sina de uma dramática que persistirá.
Criou um mundo
Promoveu indagações
A ironia aparente
É o reflexo de sua mente.
Dorme criança imatura, acordarás com outros pensamentos... talvez bons, talvez ruins... mas sempre ambíguos e estridentes.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Despertar de um sonho
Despertar de um sonho
O corpo seminu
Descobrindo-se...
Mãos ainda meninas
Acariciando-na...
No leito encontra-se a bela
Mulher dos devaneios claros
Na sua completude e simplicidade
Entregue aos momentos desejáveis.
Olhos semicerrados à espera
De um amanhecer inesperado
Respiração compassada
Receptora de beijos e abraços.
Estrutura frágil e complexa
Mulher X e misteriosa
Entre suas montanhas correm
O riacho,
Seus prazeres inexplicáveis...
Desperta-se de um sonho
Mais real que o ilusório
A consciência permite
A felicidade dos corpos.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Diante de uma obra de arte
Os olhos marejados. As mãos trêmulas. As pálpebras fechando lentamente... Acorde. As madeixas enroladas, irregulares... a mecha nos olhos amendoados... quanto devaneio numa alma tão perspicaz...
Do que constitui a face tão bela? As pintas em seu corpo, aquelas que não foram descobertas... as cicatrizes de espinhas e acnes de uma juventude que aparentemente desconhece...
Esfolego. Os lábios consistentes e avermelhados tiram o fôlego... as curvas... o passeio... esfolegasse só de admirar a fonte plausível de suas tentações...
Perfil. Os fios castanhos ocultam parcialmente seu rosto... imperfeições típicas de qualquer humano... imperfeições tão perfeitas na visão ambígua daquela que observa sem pestanejar...
Respiração ofegante. As indesejadas cutículas são retiradas com a sutileza de uma dama... transportasse para o mundo dos sonhos... os braços em riste... abraça-me... a pele sensível... a natureza ainda não a castigasse com a gravidade... és tão bela...
Curvas. A estrada cheia de desafios, de obstáculos tempestuosos... atravessa com leveza e ajuda do vento... constituição... mulher...
O mar. Na orla de uma praia mergulha seus pés no mar... sente as ondas movimentarem seus sentidos... sente os pés entrelaçados... mergulha-me... as duas raias separam-se... e compila sua estrutura...
Mulher. Um tremor emana dos seus poros... Destila-se... Destilo-me com suas vibrações...
Existência. A imaginação não lhe é cara... Ela não tem ciência do encantamento que provoca seus olhares... mulher de insônias e desejos sublimes... Inspiração? Sua permanência em meus sonhos reais é mais que uma fantasia concreta... És mais... É o tudo, é o Nada, É o certo, o talvez... o eixo de um existir do presente... És...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Turbilhão de sensações

Fernanda acorda com a sensação de que estragou tudo. Ou não? As pálpebras vão se abrindo... está enxergando bem? Milhões de pensamentos vêm à tona, seu coração torce de uma forma tão ambígua... suas mãos são tão incertas... Ao seu lado está um de seus sonhos mais reais... abraça-a... não quer pensar na possibilidade de...
Sentimentos. Ela suspira, fecha os olhos e abre novamente... quer ter a certeza que ainda está ali... conte comigo... queira-me... ela é o que expressa...
Desculpa-se... uma palavra proferida que feriu o coração que mais estima... um buraco se abriu... um vácuo momentâneo tomou conta do instante... ela sabe o que quer, o que deseja... quer proferir aquela palavra que lateja não faz pouco tempo... não pode, não deve dizer...
Realidade. Um cruzar de olhos, um despertar tão intenso... o desejo de abraçar em público, de tocar os lábios quando sentir vontade... o pedido é uma ordem... Fernanda não extrapole...
Entrelaçadas. As mãos dentro do bolso, as vibrações... a corrente elétrica que perpassam as sensações mais incontroláveis... o elo...
Fernanda fecha os olhos, abre, fecha, abre, fecha... abre... fita o motivo de suas insônias, do seu despertar para uma vida nova, fita-a... a inspiração mais sublime, mais completa, mais incerta, mais realista... a mulher e a menina dos seus olhos... serei o que sempre fui... íntegra ao conceito de ser, de querer-te assim... poeticamente nesse mundo tão real...
O verbo não é proferido... Receio? Talvez...
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Embriaguez de sonhos

Embriaguez de sonhos
Diante de instantes
Meus desejos se instalam
Sua presença é tão marcada
Que meu coração se inflama.
Quero-te tão simples
Num movimento tão claro
Beije-me moça bonita
Desejo-te, é fato.
Na dança que se realiza
Você fica num canto
Quero-te tão permanente
Em meu mundo tão presente.
Vejo-te tão linda
Num mundo tão avesso
Beije-me doce donzela
Quero-te e permaneço.
Não fujas de mim
Num bailar tão travesso
Queira-me hoje
E para sempre.
Mãos me cercam
O futuro vem e chega
A lágrima não rola agora...
Veja, a partida se iguala.
Não firas o ego
Que te quer a todo o momento
Sorria-me querida amiga
Você é meu pensamento.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Indagações de Fernanda

As palavras correm soltas
O simples fato de estar ao lado
Deixa-me tonta...
Fernanda enfrenta seus conceitos com uma maturidade duvidosa, os olhos enchem-se de lágrimas... revolta-se...
O corpo implora uma presença que no presente não pode, a distância que separam os mundos a devora... Queria ela acariciar aquela pele... você só tem dois minutos para interpretar os seus sentidos... não pode, não deve enfrentar o que desconhece... És tão complexo.

Fecho os olhos e só vejo
Seu perfil a contemplar
Aquele momento registrado
Inovidable...
Cale-se querida...
Não esqueça que te quero
O corpo me consome
Ah, seus gestos singelos!
Ela está anestesiada. O álcool exala do seu corpo, os poros dilatados transpiram instantes... como queria que estivesse aqui para transcrever sua imagem com palavras difíceis, arcaicas e insuportavelmente simbólicas...
Outro espaço sideral. Transporta-se numa nave inabitável para um plano desconexo. Acompanhantes? Sua alma a acompanha... o que desbrava? Uma vida, um mundo, leis...
Fernanda quem és tú?
Ela não sabe... ela desconhece a força que move esses sentidos...uma paixão, um devaneio, momentos seriam os combustíveis perfeitos para mover a nave tal qual a de Blismunda... mas a sua é mais... não interpretável...
Eis que surgem mais indagações em sua mente ambígua...
terça-feira, 26 de julho de 2011
Recanto


