quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O mito da caverna




 Eu não sei dizer se a aprendiz deixou de ser poeta, suas palavras agora são breves e escassas... O sentimento continua latente. E a poesia? Personificada em uma musa da realidade.



O mito da caverna

No princípio eu via imagens
Frutos da imaginação
Uma realidade criada
Para saciar os meus anseios.

Depois de conhecer a pele
Com seus toques verdadeiros
A união de nossos corpos
Nunca mais fui a mesma.

O que era sombra se transformou
Apareceu de corpo inteiro
Da minha caverna me retirei
Para perceber o mundo
Com meus olhos traiçoeiros.

Mas a privação retornou
Abalou o meu espírito
A caixa de Pandora não quer fechar
O que for feito para voar.

O toque de recolher
A luz que se apaga
O brilho que se ofusca
Deixa a mulher
Desfalecer...

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita
Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog. Deixo os meus cumprimentos e saudações.
Sou António Batalha.