sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Em busca do espírito natalino



Neste Natal, meu querido bom velhinho, não tenho nada a lhe pedir, papai e mamãe já me deram presentes, só desejo uma coisinha: não leve agora meus avozinhos.

Gostaria que nesta data meu coração se alegrasse de verdade, queria que o espírito natalino tomasse conta de mim, estou tão descrente do mundo....
Não sei qual a minha religião, minha mãe é espírita e minha educação foi católica. Não me vejo na igreja rezando e escutando sermões referentes à minha sexualidade.
De todos esses anos é a primeira vez que vejo a árvore de Natal bem enfeitada, este era o meu papel antes de ir embora...

Meu Senhor, neste Natal farei a Ceia com todo o entusiasmo que me for preciso, não deixe que eu me estresse por coisas supérfluas, que não brigue com minha mãe como todos os anos... como sempre...
Eu quero estar feliz e não pensar nas tristezas que me abalaram, quero-me encher de graça e distribuir bom humor para todos.


ELE veio para nos salvar, espero que minha alma esteja pronta, o pecado mora em mim, sei que bom não será o meu fim...
Noite Feliz
Almas flutuam
Rogam por um Ele
Que creem!

Comida farta
Numa mesa de ilusões
Pessoas se odeiam
Reunidas
Ao menos uma vez
Em suas vidas.

Noite Feliz
Cartão de crédito no limite
É o preço de uma data consumista
Master, Visa ou à vista!

Feliz Natal a todos^^.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Nas águas do Rio Tietê...



"Dentro do Rio Tietê paro para pensar em algo que me entorpece. Paisagens, árvores com seus brilhos esverdeados..."

"Onde, quando foi a última vez que essas águas sentiram meu corpo trepidar? Qual foi o momento?"

Não, não é Fernanda que se descobre nessas águas... as lembranças vem à tona quando pisa na grama rala, na terra seca e quente do sol. As imagens passam por seus olhos, a faz mergulhar num passado não muito distante... instantes que foram conservados, esquecidos para não causar qualquer sofrimento.

Dentro de suas águas conchas são encontradas... outras lembranças deixam um coração um pouco incerto.
No passado...
"Essa concha aberta simboliza suas asas, lembrei de ti."
Ela guardava entre suas peculiaridades aquele objeto extremamente significativo. O que dela restou? O pó entre as moedas, pedaços jogados fora.
Essas conchas de hoje são mostras de um presente influenciado pelo passado, muitas asas cresceram dos meus braços, tomei a liberdade de soltá-las... E o que agora me resta? Lembranças... asas muito largas que ainda sobrevoam a existência... a sua...

Ao entrar no Rio
Não esperava encontrar-te
Esperava-me decidir
Quem sou eu
E o que quero de mim.

Nas águas do Tietê
Ponho-me a refletir
Outras vidas virão
Sobrevoarei o passado
Mas...

Fernanda confunde-se... asas são cortadas bruscamente, assim como a imagem criada... sem nexos, sem ligações...
A pérola não se encontra no interior das conchas, elas estão ocas... vazias de tudo... da consciência...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vanguardas latino-americanas


Vanguardas Latino-americanas



Como Borges,

Márquez e Carpentier

Descreveria esse ser?



A testemunha confirma

Relata em sua escrita

O sentimento de um povo

En la literatura de testimonio.



El llano no está em llamas

Como disse Juan Rulfo,

Hay un poco de surrealismo

En la belleza de esta mujer,

Posiblemente Girondo confirmaría

Esta visión sencilla.



Creacionismo e Ultraísmo

São movimentos que expressam

A essência do humano?

Esteticamente observo-te

E reflito:

Os movimentos que eu sigo

São reflexos do Romantismo.



Aprofundo minha poética

Assim como fez Vallejo

Nela há o EU que não é o lírico

O EU que sou eu

Que não é Altazor...

Recria-se no disperso.



Borges talvez diria

Insira as metáforas e metafísica

Para falar dessa musa

Que agora me inspira.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Acróstico


Acróstico



Risco no papel a imagem
Ocasionalmente despertada
Sensivelmente elaborada
Esteticamente precisa
Levemente rebuscada
Y ella se forma: la inspiración.

Sorriso de abre
Com a mulher que passa
O coração palpita
De modo incontrolável,
Espero ela agir
Levantar-se e sorrir
Expressar-se
Rejeitar-me e partir.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sentindo-se...


Será que estou me apaixonando novamente? Será que alguma doença está me assolando? O corpo aflito insiste, persiste na droga que me definha... Eu a quero em essência, corpo nu, corpo revestido de doses de conhecimento, de anos que se passaram antes de eu vir ao mundo.

Ma Chérie. Quero percorrer suas curvas italianas abrasileiradas. Necessidade de estar junto, recostada em seu ombro... Seu colo. Beije-me os lábios que te chama, ensine essa criança a amar de verdade, a sentir o corpo feminino com a sensibilidade que lhe cabe... a sensibilidade que se expressa em sua escrita.


Ma Chérie, ne me quitte pas. No sé olvidé de mí. No dejame sola.






Despedida.



O chocolate na bolsa



O coração saltitante



Os versos no papel



E a coragem...






Ela vai e deixa-me



Acompanho com o olhar



Minhas mãos em suas pernas



Da panturrilha até as coxas



Percorrendo a imaginação...



Penetrando pensamentos...



Ilusão.






Sinta-se



Como te sinto



Completamente



Instável...



Eu tinha medo e tudo que temia aconteceu. Penso nela antes de dormir, sinto seu cheiro no meu travesseiro. O único cheiro que senti uma única vez em minhas vestes. Aquele doce e inesquecível abraço. Preciso de sanidade para dormir, mas por enquanto isso está fora de cogitação. Não durmo enquando não a imagino nos meus braços, enquanto não me vem a imagem das suas costas... SUAS COSTAS. Nuas, com pintas que pintam o sete da minha imaginação.

Mulher provocante por que atravessastes o meu caminho? Agora preciso nutrir essa ilusão com algumas visões que se formam depois de tanto te admirar. És bela e isso me deixa desnorteada.


Meus olhos fecham agora. O sono bate na porta e vou recostar-me. Dormir para sonhar contigo, para chegar o dia de amanhã e quem sabe admirá-la mais um pouquinho... juntar corpus para escrever. Escrever sobre e para ti...

Deitai sobre meu corpo nu e adormecer...



Deitai sobre minha inocência e despertar...



Deitai sobre meus sonhos e divagar...



Deitai na minha sanidade e enlouquecer...



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ser bipartido



Eu desejo inteiramente que ela apareça e me transforme numa borboleta, o casulo está me incomodando imensamente. Quero pousar meus olhos no seu corpo juvenil, percorrer suas montanhas pelo riacho sem água que transpiram aquelas gotas singelas de suor, que rolam, que deslizam calmamente. Meus olhos registram a linha que a separa, da cabeça até a fenda, até a divisão dos seus lábios... aqueles lábios!


Minha menina acompanha os movimentos dos seus pés, incontroláveis. Congela-a numa pose que lhe agrada. A panturilha. A boca saliva como um cachorro louco, com fome absurda. Seu corpo exige o alimento para continuar vivendo sã, sanamente vital. A menina na imensidão dos seus mares fica estática, as mãos num frenesi querendo tocá-la, repousá-las em seus fios de ouro. Fios de ouro que diminuíram com o corte brusco, o corte que não afetou a apreciação.


Meus olhos repousam numa folha em branco, e num plano imagético cria a personagem com suas lembranças... Com seus sonhos que causam insônia. A imagem que faço dela, fruto de um desejo constante de poetizá-la, materializá-la em algumas linhas... Eternizando-a.




Ela levanta-se


E eu paro minha leitura


Bruscamente...




Meus olhos a seguem


Depois voltam para o papel


As letras de embaralham


Perco-me em pensamentos...




Em círculo a contemplo


Num êxtase incontrolável


Cada movimento dado


Desperta em mim


Um riso exagerado.




Ela caminha


E eu tremo


Não consigo me conter


A musa é estonteante


Faz-me desfalecer.




Duas semanas me restam


De martírio...


Incessantemente não a verei...


Partirei para outro desafio...




Musa de um semestre


Recordações para a vida toda...


Musa que despertastes


A loba que em mim


Instala-se...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pensamentos soltos...



Inquietações de Clarice e de Raduan Nassar mantêm a mente de Fernanda ocupada. A ótica feminina de seus sentidos são expressos sintaticamente...

Queira-me meu amor
Agora eu te imploro
Ceda-me seu corpo
Simplesmente e de novo.

Queira-me natureza
No teu seio juvenil
Acolha-me em seus br
aços
Proteja-me do fuzil

Queira-me liberdade
Com asas ocultadas
Guia-me pelo ar
Numa fração irregular.


O peito infla quando a lembrança de seus olhos nos meus sonhos me devoram. O pensamento vai além do impossível.
A musa não está presente nessa realidade que a cerca... e ela se sente encurralada, as lágrimas correm e escorrem pelo seu rosto deixando a pele marcada... E o coração sofrido por amar descontroladamente... Devore-me. DEVORA-ME. Consome-me. Sejas minhas e eu tua.

Mãos atadas
Mãos interligadas
Mãos reprimidas...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Incontrolável pensamento...



Fernanda não sabe sentir-se caladamente. Seus olhos gritam de raiva, de sono, de amor. Seu cérebro gira e gira e gira e nada torna-se esclarecedor. Deseja ficar longe, isolar-se novamente para não fitar ninguém e destruir... Fernanda não sabe o quanto é doloroso fechar os olhos e não ver nada, querer e não poder.


Nossa personagem fecha-se. A carapaça que a recobre continua firme e imóvel. O peso em suas costas alerta que não está bem. Ela não está no seu humor fictício, a bipolaridade ativa-se novamente. Ela desaparece.


Fernanda sente-se dolorida. Sente-se poeticamente afetada por um medo, um momento que não pode ser evitado. Ela dorme no sonho real e limpa de sua mente as frustrações, pelo menos as momentâneas.


Ela não sabe sentir-se completamente sã, seus gestos denunciam sua mente transmutada. Fernanda não mais engana as aflições que assolam-na...






Não consigo dormir.


Imagino-a


Com seus pés suaves


Recostados na sandália preta


Contrastando com sua pele branca,


Alva.




O simples cerrar de pálpebras


Faz-me imaginá-la


Em pose, diante de mim


Sorrindo-me...


Desejando-me...




Não consigo dormir.


As indagações sobre a realidade


Entristecem-me...


Penso nela para sorrir


Mas nem isso agora


Faz-me feliz...




O vestido cor de abóbora


Transforma os meus sentidos,


Ela fica em primeiro plano


Acelera assim


Os meus batimentos cardíacos.




As pernas cruzadas


E alinhadas sensualemente


Faz-me ir ao céu e inferno


Experimentar sensações múltiplas


Gozar da luxúria


Contemplando-a sem precedentes...




O conjunto da obra


Da mulher que extasia


Faz-me perder a razão,


Quem dera se fosse possível


Controlar o que assola


E trasmuta a perfeição...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ella no sabe



Dentre tantas coisas a se pensar... Fernanda só observa... Admira mais uma vez Aquela Mulher... Uma beleza tão singular que disperta o EU-LÍRICO... Aquele que se confunde com ela, que percorre o mundo real e o da ficção... Eu-lírico que não esconde a sua real intenção...


Ella no sabe


Pero mis ojos


Sólo miran sus piernas


Y sus ojos...


Y su cuerpo...




Ella no sabe


Pero es ella que anima


Este corazón triste


Y solitario


Que se queda


Aquí conmigo...




Ella no sabe


Pero es ella


Que me hace feliz


Ahora y siempre


En este momento...




Ella no sabe


Pero se me olvidan


Las malas sensaciones


Cuando la veo ay


En su rincón


Mostrando las bellezas


De su cuerpo...


Su estructura...


Tan singular...




En mis sueños


Ella no sabe


Existo sólo para amar


Y quedarme...


Quedarme en la ilusión


De sus brazos...




Ella no sabe


Pero salgo de mi


Para encontrarla...


En el mundo


Del desconocido.




Ella no sabe


Yo también no


Sólo quiero decir


Que la deseo


Inmensamente


Solamente


Para mí.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Manhã inspiradora


Ela acena e sorri. Fernanda levanta-se bruscamente e sorri. T0das as informações dadas são por alguns momentos esquecidas. Ela observa. Seus cabelos presos com uma borboleta de prata. De perfil anota algo ou desenha para passar o tempo. Nossa personagem a desenha imperfeitamente, não transfere para o papel a imagem dos seus olhos. Mulher.
Saltitante ela desfila em sua direção, reclina-se e a cumprimenta. Um abraço e um beijo no rosto. Perfume perfura suas narinas e chegam ao cérebro, a deixa mareada. Assina uma lista. Sua letra fica registrada no consciente. Inconscientemente suas características são avaliadas e degustadas...

Batata da perna. Panturrilha. Curvas que a mente não pára de observar. Meia calça. Bota. Saia. O imaginário comete pecados. Tocar. Sentir pelas mãos as energias elétricas do corpo.
Mulher. Que pela manhã faz Fernanda ganhar o dia. Mulher que esbanja uma beleza infinita. Olhares de nossa personagem revela: está poeticamente enfeitiçada por ela.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Orgia poética

Alguém. Deitado na cama ao lado enquanto o filme passa. Os pêlos em suas pernas a faz imaginar o corpo másculo em movimento. Seu ser juntando-se com outro, fundindo-se com brutalidade e paixão. Assistindo dois homens se entregando. Imaginação.

O desejo impregnado no rosto, no corpo, nos olhos profundos. Sensações momentâneas, irrealizáveis. O beijo bastaria ou acenderia a chama que a queima?
Mulher em seu leito a consumindo. Areia movediça que a suga, redemoinho de água que a leva às profundezas.


Alguém. Venda seus olhos. Oculta o sonho de sua realidade. Vai-se. Recupera do passado o momento doloroso da partida. Não sente, mas se entristece. Dois corpos. Seres transitam cada um em sua fantasia psicológica. Constroem-me mutuamente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um mês




"Dessa vez não será Fernanda que relatará suas angústias, a voz agora será minha."


A um mês atrás Beatriz deu o ultimatum. Resolveu se desprender de um sentimento que a asfixiava. Amava. O amor que fazia parte de sua existência começou a definhar. Quase sete anos. 7: seu número da sorte.


Final de 2004. Sua memória foi deletada, seu histórico foi excluído, mas o sentimento crescia, tomava forma, realidade virtual, cibernética tomou conta da realidade do mundo teoricamente real. Beatriz não a conheceu. Nossa personagem não via sentido se relacionar com pessoas reais, sabendo que seu coração só batia e sentia falta de uma pessoa, uma única pessoa: Ana.


Dezembro de 2008. Sentimento abalado, outro relacionamento em jogo, experiências inevitáves... Pessoas sofrem por suas escolhas.


Abril de 2010. Prévia do ultimatum. Poemas foram ilustrados, sensações desenhadas em linhas. Sentimento enfraquecido.


Agosto de 2010. Ultimatum. Depois de muitos anos e muito pensar Beatriz dá um passo extremamente importante na sua vida. Resolve se afastar por um tempo indeterminado.


Um mês. Como nossa personagem se sente? Bem, o coração não dói mais. Mas um vazio muito grande ocupou o lugar do imenso sentimento. Oco. Sente-se um coco oco, somente com uma leve partícula de sensibilidade. Amor? Amor de amigo, de família... amor que sustenta, que dá base... amor que por enquanto é suficiente...


Um mês. Ela ainda a ama? Amor de amiga com uma pequena vontade de devorar seu corpo... Uma vez. Uma única vez. Contato de corpos, estruturas, desejos. Sem preocupações psicológicas. Usar? Não é o termo específico.


"Fernanda não sabe. Ela não procura explicações, respostas. Nossa personagem só diz, só relata. A ambiguidade em ti, ela explora."


Segundo Bécquer já dizia
"mientras haya esperanzas y recuerdos,
!Habrá poesía!"

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Exalando-se...

"Hoje faz 23 ou 24 dias que não falo com ela. Admito que não sinto tanta falta. Mas admito que sinto falta de alguém dizer que me ama".



Fernando cometeu uma audácia, não se segurou e revelou à sua inspiração, à sua musa um poema que fez... Aquele perfume em sua roupa... aquele abraço psicodélico. Psicodélico. Tantas imagens perpassaram sua mente... aquele olor penetrando suas narinas, um abuso, uma violação... o LSD... O Boa Noite Cinderela... que fez a Bela Adormecida sonhar... excitar-se e divagar-se em todos os planos de pensamentos e lógicas e sentidos.

Um vestido. Um vestido estampado que se assemelha à música de Ana Carolina. Um andar. Como ela pode andar estonteantemente tão bela... São os olhos da nossa personagem que estão cobertos com uma fina fibra de ilusão... Uma fibra altamente tóxica. Seus olhos estão vermelhos. Irritados. O veneno ilusório a está envolvendo, tantos anos acolhendo-a... os olhos perdem a sensibilidade. Seus olhares estão fixos. Aquele caminho. A linha que atravessa o corpo de alguém. Movimentos rápidos... Secando-a. Alimentando-se de sua estrutura física e excitante.
Cheiro. Como será difícil esquecer o cheiro. Não são os olores dos nossos corpos. É o aroma que exala dela, que fazem os seus sentidos ativarem uma substância inevitável. O corpo em chamas devido ao perfume... Como sobreviver a essas sensações?


Nossa personagem dorme. Talvez esteja no momento de parar de querer estar nos braços do seu próprio ego. Bipolaridade. Sensibilidade. Poeticidade altamente erótica. Frágil. Fernanda, tu és.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ações Devaneadas




Fernanda acorda de repente e sente uma força tremenda, um fio energético que a conduz... que a faz escrever alguns versos... Em estado semi-acordada digava... nos relata suas Ações Devaneadas:






Em seu peito nu
Quero deitar-me
Sentir nossos corpos
Fundindo-se...


Em suas madeixas
Quero percorrer-me
Sentir cada fio
Acariciando-me.


Em seus braços
Quero entrelaçar-me
Senti-los em labirinto
Protegendo-me.


Em suas pernas
Quero deixar-me
Senti-las palpitando
Desejando-me...


Em seus pés
Quero ajoelhar-me
Senti-los e beijá-los
Venerando-te.


Em seu corpo
Quero encontrar-me
Sentir os olores exalando
Nossa fusão completando-se.


Em seu coração
Quero permanecer-me
Sentir que a amo
Eternizando-nos.

sábado, 11 de setembro de 2010

Experimentânea 8




Lançamento do livro "Experimentânea 8"
Senac
Av. João Arruda Brasil, 500 - São Joaquim
Araçatuba-SP
Horário: 15h30


Bom, hoje é um dia muito importante para a cultura de Araçatuba, se encerra a 2ª Semana da Literatura e para fechar com chave de ouro ocorrerá o lançamento do livro "Experimentânea 8". Este livro é organizado pelo Grupo Experimental, grupo de escritores da cidade que se encontram uma vez por mês na Academia Araçatubense de Letras. Ano passado o Grupo completou 10 anos, e me sinto muito grata por fazer parte dessa história.

Conheci o Grupo Experimental (GE) em 2004, dois professores de português sabiam que eu escrevia e me convidaram. Demorei um tempinho para ir, mas quando fui me encantei, encontrei meu segundo lar. O GE me ajudou muito, desenvolvi minha escrita lá, participei do Clube de Leitura, de oficina de poesia, saraus. Senti uma falta imensa quando fui para Araraquara fazer Letras na UNESP, não encontrei lá um grupo de escritores tão acolhedor como aqui, por isso tenho muito que agradecer.

Como passo a maior parte do ano em Araraquara não participo das reuniões do GE, mas sempre que dá estou aqui, como essa semana que tive o prazer de participar.

Você que escreve, que gosta de literatura participe das nossas reuniões, elas são muito produtivas, interessantes. Prestigiem a cultura de Araçatuba!!!


Espero por vocês!!!



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Partículas dispersas



Os anos se passaram, o tempo mudou, as pessoas mudaram e tomaram decisões. Finalmente posso dizer que decidi o que é melhor pra mim, resolvi deixar o sentimento que me consome, deixar um amor que era a minha vida.


Fernanda por que acreditou nessas coisas que te disseram esse tempo todo? Por que procurou algo que não era para ser seu? O que você fez com você? Destruições. Transmutações. Vitórias. Derrotas. Acreditei que ia ser Pra Sempre, fui uma sonhadora, e agora sofro, sofres porque não soube pensar com a razão.


Ela esperava essas lágrimas escorrerem pela pele queimada do sol... ela não ia dormir mesmo. Não aguentaria fechar os olhos e sonhar com os sonhos que sonhava de um futuro juntas... De olhos abertos, de coração partido encontra uma fragilidade mais forte, mais estável que poderá suportar. Agora ela sabe que precisa superar, precisa esquecer. O tempo vai curar todas essas feridas. Paciência. Esperança. As partículas estão dispersas... o suor. O tempo. O TEMPO. Ela vai se reerguer e abrir as portas para um vida nova, renovada.



Fugir.


Esconder-se.


Voltar pra si.


Afastar-se.


Reencontrar-se.


Abrir os braços.


Viver uma amizade pura.




***************************




Tu morres


Como cada partícula do meu corpo


Tu morres


Como cada esperança que tive.




Tu morres


Finalmente na minha vida


Tu morres


Para tornar-se outra.




Tu morres


Tu vives


Tu me libertas.




quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Suspiro de uma alma




A história começa com o simples suspiro, o sussurro de uma alma... divagante...



Fernanda caminhava por um campo abstrato onde viam-se figuras geométricas sobrevoando o espaço em que ficava estacionada. Ela admirava esses objetos incertos e se perguntava “onde estou? O que essas imagens significam pra mim?”.



A personagem estava “ambiguosamente” confusa... criava personagens distintos de sua forma de pensar e seu modo e razão de existir. Fernanda não sabia se jogava-se pelas escadarias do apartamento vizinho, típico de alguma literatura que nunca havia lido. Ela estava tão intensamente ligada naquele espaço que a fazia flutuar... ela simplesmente queria pegar qualquer ser estático e jogar em outro e fazê-lo explodir, cair em pedaços pelo chão encharcado de sangue humano, de estados fisiológicos...




Fernanda está sem ar, está asfixiada no plano que resolveu viver... perder-se em devaneio, em distúrbios psicológicos que ainda estão pra conhecer... Ela está semi-morta, dentro de uma alma que continua viva. Semi-viva. Talvez.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Deixe-me...

Alguns anos se passaram e eu ainda estou aqui, entregue à essa tecnologia que me vicia todos os dias... Conseguirei viver sem a internet? Sem a íntima ligação entre um NÓS que não existe há muito tempo?



A criança não abre mais os olhos, o que vai enxergar? Um mundo de mediocridade, de desejos, de sonhos vãos? A criança não sente suas mãos, mas brinca com as bonecas humanas que a cercam... Será que isso é suficiente para curá-la desse mal? A criança não chora, a criança é tão duramente deplorável... É um inseto que come do veneno e morre aos poucos... é o rato que devora um queijo maldito, para saciá-lo, para alimentar o que o constitui... A criança não é humana... Foi ao encontro da medusa que a transformou em pedra... deixou-se cair pelo canto das sereias e está morrendo afogada... águas saem pelos seus poros... jorra... a fonte seca... suas veias transbordam... O corpo esgota-se...

O que fazer com essa alegria constante em meus lábios? Meu sorriso é contagiante como o ódio que às vezes invade meu peito... Polaridade que incomoda membros mais próximos... O amor que sente é tão poderoso e inevitável... A raiva vem e passa e machuca e transforma...

Deixe-me dizer o que me afligue... São aqueles belos pares de pensamentos... aqueles sensatos e libidinosos... força tão intensa que me faz pensar em cenas... em momentos que nunca hão de existir... São mentes que me saciam e me metamorfoseiam...


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Deixa-la-ei...


Não me espere, não estarei nesse caminho que resolveu traçar para mim... Não é mais minha guia... não é mais minha pedra fundamental...


Tu és banal na sua mediocridade... vou me utilizar dos seus meios para te ferir... usá-la hei assim como me usou... transformarei o sentimento que nutri por ti... verás o meu amor, não mais aquele amor adolescente e ingênuo... e sim um que você nunca experimentou... um amor regado de ódio, raiva que não mais existe em mim... a quero perto dos meus sentidos... impregnada na minha pele áspera... não serei mais sua marionete... não serei... não serei... esse será meu mantra...


Não ignoras minha loucura... não pense... não reaja... não mintas... não sejas assim tão puta como está sendo pra mim... essas ações tem limites e meu coração não mais aceita isso tudo... ele está mudado para ti... totalmente... inevitavelmente...


Não sofrerei mais neste inverno, nem na primavera que virá em setembro, estou colhendo as migalhas que me deixou antes das estações mudarem... Metamorfosearei em breve... e sentirás a minha falta, muito mais a que sinto agora...


Deixar-te-ei... um dia... completamente...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Uivando...


O corpo treme quando ela toca... suas vibrações me deixam extasiada...



"Y ahora que todo ha acabado

Que tu vida cae en picado


¿Quién te va a querer ahora?


¿Quién te va a querer ahora?"


O choque, o atrito de nossa pele... os olhos semicerrados...


"Y ahora que la luz del día

Brilla sobre tus pupilas

¿Quién se va a creer tu historia?

¿Quién se va a creer tu historia? "


As mãos não tão agéis, imaturas para uma figura tão divinamente bela...


"Niño, enciende el fuego

El fuego que llevo dentro


Niño enciende el fuego

Que llevo dentro"


Sentidos se afloram e as chamas queimam meus ossos... só cinzas...


"Niño, no tengas miedo

Ahora que esta oscureciendo


Yo te taparé los ojos


Para no verlos

Para no verlos"



E a criatura frágil se esconde dos medos, dos perigos criados pelo seu próprio pensamento...

"Y dime si sientes lo mismo

Y dime si estás conmigo

O contra mí

O contra mí"


E morres sem saber quem estava ao seu lado, aquele ser sem maturidade suficiente pra te proteger e levá-lo para o seu mundo...

"Porque la misma confusión
La sientes tú, la siento yo

Yo me limito a seguir

La ley de mi corazón"


E vejo que minha visão se foi, assim como meu tato, audição, olfato... Não sinto mais nada... Só um vazio tremendo preenchendo meu interior... esperanças... lembranças... personagens que se foram e não voltarão... não enquanto estiver aqui... entre meus dedos, entre meus músculos, ligando as fibras que constituem meu corpo humano... Vértebras, veias... sensibilidade imediata! Não enquanto meus poros estiverem abertos... Não enquanto eu estiver respirando minha poética incerta...


"Si tú me quieres
Me dejarás volar
Si tú me quieres
Me dejarás volar


Pero si tú me quieres
Me dejarás marchar
Y algún día podremos
Volvernos a encontrar
Y no me harás reproches"


*Trechos das músicas "El artista del alambre", "Gato Negro" y "Las chicas de mi bairro" de Amaral.



quarta-feira, 30 de junho de 2010

Fragmentos de mim


Enquanto sentes a pele queimando, a chama consumindo seu corpo e sua voz ecoando internamente, seus nervos recuam... sua concentração se esvai...


Quem disse que não sou poeta? Quem disse que não posso acordar sem um pingo de sentido e ainda por cima escrever?


INSPIRAÇÕES??? Transpirações... Trabalho árduo e sofrimento... Figuras de linguagem ilógicas...


Enquanto sentes o mundo desabando em suas costas, sentes uma dor insuportável... um lamento perceptível... um futuro inesperado...


Palavras jogadas somente... estrutura simbólica que representa o que me aflige... quem eu sou... SER FRAGMENTADO...


Quero-te de volta na minha vida... inteira... mente... complexa...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Poeticamente inevitável


Minha garganta seca pede um pouco de ar, minhas narinas necessitam de água para mergulhar na transitoriedade do tempo... O clima está pesado, o tempo está fechando e só de pensar nos desafios a alma levita...


Deslizo minhas unhas num corpo imaginário, elas se quebram com o simples contato com a estrutura empírica.


Estarei farta desse sentimento que me cerca sempre no momento em que cruzo com o olhar de uma bela dama, que me faz lembrar? Estarei navegante com o semblante de uma garota comum que passa e menospreza? Estarei estática com a realidade dos fatos que afetam os espíritos poético, psicológico e profissional?


Minha garganta presa... minha ingratidão transpassada nesse sorriso histérico.


Eu preciso de mãos, pernas, cabeça... preciso do corpo estirado na cama, de uma rosa, de um perfume... que me faça lembrar que ainda existo... e tenho motivos para sonhar...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Saudades do passado...


Fui na Virada Cultural Paulista em Araraquara nesse fim de semana, não gostei nenhum pouco... não conhecia nenhuma música do Lenine, estava tedioso, acabei vendo uns truques de mágica num teatro... Mas não é disso que quero falar... quero falar de sentimentos...


Eu renuncio sinceramente todos os prazeres carnais para viver só de poesia, estou cansada de sofrimento real, quero sentir a catarse, a estesia do plano poético. Para quê amar? Isso só dá dor de cabeça... raiva... angústia...


Meus pensamentos estão totalmente confusos, não sei mais a diferença entre amor e amizade... minha vida está tão tensa... ao invés de pensar nos trabalhos que preciso fazer fico aqui escrevendo, chorando pelos cantos, tentando fazer um poema que contenha poesia...


Quero voltar para casa, deitar no colo da minha mãe, ouvir histórias antigas, esquecer que cresci e que agora tenho preocupações... sinto muita saudades da minha mãe, ela está em Araçatuba, falo todos os dias com ela... mas preciso constantemente do seu abraço, da sua atenção... dos seus conselhos... não sei o que fiz de mim, me transformei num monstro... quero voltar a ser criança, brincar na rua, pensar que o mundo não é perverso... pensar que todos somos bons...


Estou com dúvidas sobre quem eu sou, se quero continuar existindo dessa maneira... Sinto falta do que eu era... mas também sinto que não posso continuar sendo o que sou agora... e sim ser o que sonhei pra mim no passado...


É somente isso por hoje...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dedicatória


No momento estou me sentindo oca, sem sentidos... flutuando no nada... Deixo somente um poema que fiz para uma moça da faculdade... Desculpe-me, mas citarei seu nome...




Querida Maira


Contemplar-te é uma riqueza

A que desejo possuir

Ver-te passar me deixa estática

É o preço que pago por sentir.


Meus versos são de admiração,

De êxtase, encantamento

Exprimo em quartetos

A divisão desse sentimento.


O riso se abre

Quando vejo seu olhar

O desejo é fitá-lo

Congelar o momento: Eu e ti.


Minha pequena

Minha amada inspiração

Saber da sua existência

Abalou as estruturas do coração.


Deixe-me admirar

Seu sorriso, seu andar

Deixe-me sentir

A poesia fluir.


Querida Maira

Do plano real e poético

Obrigada por viver

Deixar-me preencher o seu ego.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Transição


Bom, estou cansada de lamentar... esse post será diferente... mas do que vou falar? Deixo somente um poema pra me expressar:



Versos ao léu - 08/12/2009

Eu queria escrever os versos mais tristes
Nesse instante que me deprime,
Ao som de Radiohead...
Ao som de Creep...

Eu queria chorar
Nesse momento que me comove,
Ao som de Demis Roussos...
Ao som de Rain And Tears…

Eu queria esquecer
Que os modernistas existiram,
Ao declamar um poema qualquer
De algum romântico em crise...

Eu queria dormir
Ao som de Camilo Sesto,
Ao som de “la quiero a morir”...
E morrer, amando...


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Alma diagramada



O fim de semana está chegando, tenho tanto que estudar... atividade de mandarim para sábado de manhã, prova de grego e espanhol na segunda... inauguração de um sebo... agenda lotadíssima... mas sabe qual é a minha vontade? Dormir o dia todo, escrever milhares de poemas... mas falta inspiração e paciência...

Eu não deveria estar aqui atualizando o blog, mas não resisti... precisava escrever algumas coisas... precisava dar sentido a minha vida... estou em conflito...
ELA está no MSN e não me diz nada... é ruim essa sensação... queria poder fazer algo para trazê-la de volta, ou esquecer de uma vez... preciso de uma solução...


Abaixo posto um poema que fiz para uma garota da facul na aula de editoração... ela ainda não leu esse, e quando ler um dia vai querer me esganar... sou mto pessimista...






Simétrica
Assimétrica
Forma em cruz
Em “S”
Em faixa
Em Boxes
Forma
Em tabuleiro de xadrez

Decodifica a imagem
Da cor que não
Existe

O branco, o preto e o cinza
Percepção
Luz para ser cor

Branco com amarelo
Fusão
MATIZ

Preto e vermelho
Fusão
SOMBREADO

Tonalidade
INDEFinida

Retângulo de ouro
Segmento áureo
Ser criado com precisão
Desde a Antiguidade Clássica

És a maravilha da
NATUREZA


MATEMÁTICA
APLICADA

Proporção
Na Imagem

DIAGRAMAÇÃO

Mulher visual
Significado e significante
Figuras geométricas

Não és a Monalisa
De Da Vinci
Nem obras
De Michelangelo
Nem templos
Gregos, egípcios e romanos

És uma criatura divina

Poeticamente ilustrada

A percepção desafia

Essa alma DIAGRAMADA.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Divagando...




O álcool percorre minhas veias

Vinho, batida e cerveja,

Não me pergunte que gosto tinham

Só me lembro que eles amorteciam

Minhas sólidas feridas.


Eu vejo um rosto triste

Debaixo dessa maquiagem

Que agora está no lixo

Penetrada em um algodão.


Eu olho e não vejo

O que procuro na minha caminhada

São tantas as pessoas que admiro

Mas nenhuma delas é a minha amada...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Preciso de ajuda...




Como você se sentiria se estivesse na minha pele? Sentiria seu corpo queimando, seu mundo desabando? É assim que estou me sentindo... E o que adianta eu me lamentar? Eu sou uma idiota!!! Idiota!!! Imbecil!!! Eu ODEIO o amor!!! Ele só acabou comigo...



Eu quero chorar, quero cortar os pulsos, a garganta... quero me transformar num monstro, só assim vou aprender...

Como posso competir com a outra? Ela é bem melhor do que eu... não tenho cabelos ruivos, olhos claros... não sou sensual, não sou rockeira... gosto de Sandy & Junior... não sou madura o suficiente pra disputar sentimento algum!!! EU TO COM RAIVA!!! Estou explodindo, estou desesperada!!! ELA NÃO ME AMA!!! Ela só deseja minha amizade... e isso machuca tanto... Por que sofro tanto??? Deve ser porque não me desligo do passado... não paro de procurá-la no orkut e saber o que anda fazendo... saber quem ela está amando...

Minha vida está de ponta cabeça, e eu só quero parar de chorar de vez, preciso me afastar desse mundo virtual, tentar esquecer a voz dela, o e-mail, o msn... o orkut... eu preciso parar de fuçar a vida dela e viver a minha... mas como posso evitar? Estou apaixonada, estou sofrendo mto... e eu só quero estar com ela... sentir seus braços nos meus, sentir o seu corpo todo no meu, sentir seus cabelos nos dedos... sentir sua energia vital... grande ilusão... QUE RAIVA!!! Nunca poder desfrutar desses momentos... eu sou uma idiota...



Minha Anjinha do céu

Desça aqui no meu coração

Navegue na minha alma

E transforme a minha vida num encanto

Não saia de mim

Não fuja de mim

Permaneça no meu corpo

Até o fim...





Preciso de ajuda...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Losing my religion



Será que agora tenho coragem de postar algo? Faz dias que estou tentando, tentando... mas as palavras me fogem... ando tão perdida...


Minha vida ta uma bagunça, literalmente... Falei para os meus pais da minha sexualidade e isso desestruturou a família... passamos momentos difícies, mas agora está melhorando... a bomba já explodiu e com o tempo vamos colher os pedaços e começar tudo de novo... pra mim não foi muito fácil, mas pra eles pelo que notei foi terrível... mas tudo vai passar, está passando...


E o amor da minha vida? O que eu acreditava que ia ser pra sempre? Ele disse estar apaixonado por outra pessoa... minha Anjinha não me ama mais... E como eu me senti? UM LIXO!!! Faz tempo que não sentia uma dor dessas... fiquei com muita raiva, não sei se ainda há vestígios dela em meu coração, sei que estou sofrendo, não muito como eu imaginava... não é legal levar um fora depois de tanto tempo... uns 5 anos... Nossa, eu tenho tanto a dizer, mas não estou explodindo... gostaria que ela soubesse que desejo a sua felicidade... mas ainda estou muito magoada, triste e com vontade de socar a cara da outra garota... são só palavras... jamais faria isso... meu sentimento é tão grande e não machucaria quem ela ama, vontade não falta...


Tenho tanto coisa que me preocupar, preciso estudar, ler milhares de livros para a facul... mas minha cabeça ta em outro plano... não estou pensando nela e nem em outra pessoa... só estou sentindo um vazio absurdo dentro de mim, sem vontade, sem desejos... O que preciso fazer? Não vou buscar abrigo na bebida, isso fará mal a mim, mas confesso que gostaria de encher a cara e esquecer o sofrimento... mas mesmo bebendo a dor continua a mesma...


Eu preciso de alguém para curar minhas feridas, alguém passageiro talvez... meu mundo era o dela... agora preciso soltar minhas asas e voar... voar o mais alto possível, me desprender das coisas que me afligem...


Já enfrentei alguns medos, agora faltam outros... preciso continuar escrevendo, libertar o que está consumindo meu espírito... omitindo a minha essência...








Losing my religion - R. E. M.


Oh, life is bigger

It's bigger than you

And you are not me

The lengths that I will go to

The distance in your eyes

Oh, no I've said too much

I set it up



That's me in the corner

That's me in the spot light

Losing my religion

Trying to keep up with you

And I don't know if I can do it

Oh no, I've said too much

I haven't said enough



I thought that I heard you laughing

I thought that I heard you sing

I think I thought I saw you try



Every whisper

Of every waking hour

I'm choosing my confessions

Trying to keep an eye on you

Like a hurt, lost and blinded fool (Fool)

Oh, no I've said too muchI set it up



Consider this (2x)

The hint of the century

Consider this

The slip that brought me

To my knees failed

What if all these fantasies

Come flailing around

Now I've said too much


[...]


But that was just a dream

Try, cry, why, try

That was just a dream

Just a dream, just a dream, dream

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estou apaixonada... Borboletas...



Eu estou apaixonada, mas não sei se é pela literatura, pela música ou por essas mulheres... Estou apaixonada por um verso que não se forma, por uma voz que não ouço...


Estou apaixonada pela desenvoltura dessas mulheres que tiram o meu sono... uma que é uma paixão eterna, outra que passa... uma de estatura baixa e semelhante a uma atriz que nunca ouvi falar... e outra... uma mulher muito mais velha, que me encanta com o seu andar, com um vestido estonteante e umas pernas que me faz arrepiar...
Estou apaixonada pela minha paixão, não sei mais o que é poesia, não encontro mais sentidos para escrever versos... só sinto as sensações na pele, sem a transferência para o papel.


Estou transbordando energia... adrenalina... e desejo que ela se acumule até eu não conseguir suportar... não escreverei poemas até sentir que não posso mais suportar toda essa carga dentro de mim... quero explodir de uma só vez, escrever com qualidade... quantidade está fora de cogitação.

Estou apaixonada e confusa com todas essas tentações ao meu redor, não quero fazer tudo pela metade, quero terminar o que comecei... quero me sentir protegida por braços femininos, quero sentir o calor da pele, os beijos... quero sair do meu casulo e ser finalmente uma borboleta, metamorfosear - me completamente.



Estou apaixonada e sei que isso vai acabar comigo. Que venham os desafios!!!