sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Encontros e desencontros


O que prende meus olhos não é o sono, mas sim a feição ainda jovem daquela mulher. Sua face denuncia o cansaço. Ao roer as unhas alerta a ansiedade com a partida. Braços dados com seu homem, caras e bocas em aprovação ou não do que é dito.

O beijo da despedida, o olhar triste, encontros e desencontros de seres que ainda se ama, de seres que se esperam...

Pensar faz-me outra totalmente estranha. Não me incomoda a solidão, incomoda-me o não me encontrar nos atos, nas atitudes incertas, nos gozos momentâneos.

Não me envergonho de amar

A mulher do próximo

Envergonho-me não sentir

Essa mulher passar

E eu não sorrir...


Deveria me sentir

A maior das pecadoras

Por deliciar-me em sonhos

Com a sedutora...


A consciência não pesa

Quando penso nela

A razão somente me alerta

“Cuidado com a fera!”


Confesso, eu sinto

Meus instintos se aflorarem

Escrevo um poema todos os dias

Depois de admirar

A figura que hesita.

Um comentário:

♀♀ Maria Rosa Dias ♀♀ disse...

Oii, Bia! Adorei o poema, flor! Você é perfeita!! Continue assim!! ^^

Adoraria que comentasse em meu blog!! Eu o atualizei!!


Mil beijos e tudo de bom, florzinha!! ^^